Incenso que mistura sete ervas sagradas é um dos mais consumidos nas religiões africanas

Ervas naturais são sempre algo que faz bem à saúde, à nossa mente e também aos ambientes. Quando pensamos em sete ervas, provavelmente vem à mente o uso pelas religiões de matriz africana, também popularizadas pela escravidão. E de fato, elas são as principais adeptas desta tradicional mistura. Entretanto, muitas pessoas têm adquirido este incenso para o consumo em seus próprios ambientes, dadas as suas características e potencialidades. Neste texto, você poderá aprender um pouco mais sobre o poder das ervas que compõem esta mistura!

As sete ervas

A mescla que conhecemos por sete ervas é composta tradicionalmente pelas seguintes plantas: Breuzinho, Mirra, Arruda, Benjoim, Olíbano, Estoraque e Cabreúva. Elas são consumidas em incenso, mas também há quem plante estas ervas para deixar em suas residências. Falaremos um pouco mais sobre cada uma delas separadamente.

Breuzinho: Esta erva também pode ser conhecida como Almecega e tem o diferencial de ser legitimamente brasileira. Chega a ser chamada de “mirra brasileira” ou “erva exótica brasileira”, dada a sua origem da Floresta Amazônica. Foi e é utilizada por indígenas como forma de curar doenças ou de se livrar de vibrações ruins.

Benjoim: A origem do Benjoim remete a regiões do leste da Ásia, também com tradição milenar, utilizada em diversas culturas e lugares. Do Benjoim era extraída uma goma de aroma extremamente agradável, cuja principal função era libertar as pessoas de adversidades em suas vidas. É usada nas sete ervas e até mesmo em inalações à base d’água.

Arruda: Está erva já possui uma tradição milenar. Antes de ter se difundida pelo Brasil em diversos rituais, a Arruda era também apreciada na Grécia Antiga como forma de medicamento ou purificação. Em nosso país, ela é utilizada largamente pelas religiões de matriz africana, benzedeiras, curandeiros e até mesmo em alguns ritos cristãos. É considerada, portanto, bastante “democrática” e popular em nosso país.

Olíbano: O Olíbano é considerado uma das sagradas ervas ancestrais e tem várias aparições em passagens bíblicas, inclusive como um dos presentes entregues a Jesus pelos três reis magos. Além do uso pelas religiões de matriz africanas junto às sete ervas, o Olíbano também é bastante cultuado em regiões da Ásia.

Estoraque: A história deste incenso também é riquíssima, sendo considerado um dos incensos mais antigos da humanidade. É uma das ervas citadas no Incenso Puro do Altar do Tabernáculo, o qual Deus teria ordenado a Moisés que queimasse para selar a união do povo.

Cabreúva: A Cabreúva é uma árvore muito presente no Brasil e sua resina é utilizada nos incensos e também para combater doenças pulmonares. A extração de sua seiva é semelhante à do látex das seringueiras: é feita uma incisão no tronco da árvore, deixando pingar o líquido de seu interior.

Mirra: A Mirra também foi um dos presentes dados pelos Três Reis Magos a Jesus e simboliza a vida eterna. Possui um aroma muito agradável e tem o poder de purificar ambientes.