O Budismo é uma religião oriental muito, muito antiga. Possuem práticas muito tradicionais, dentre elas, o uso de incenso e outras formas de produtos à base de ervas aromáticas.

A religião é praticada por milhões de pessoas, mas como em todo grupo de pessoas, sempre há os indivíduos mais bem-informados, bem como os mais desatualizados, que acabam reproduzindo lendas e senso comum.

O propósito do hábito de se queimar o incenso nas práticas e ritos da religião budista é uma das lendas que passam pela fala de muitos praticantes da crença budista. Dentre as informações não verdadeiras que se tornaram lendas culturais, estão as de que o Buda “gosta do cheiro”, ou ainda que os incensos “beneficiam os espíritos dos mortos”, e também há aqueles que creem que o incenso serve para se purificar das energias negativas. Por mais que todos esses fins sejam nobres, eles não representam a verdadeira finalidade para a qual o incenso é realmente utilizada na religião budista.

O incenso na verdade já é utilizado há milhares de anos, desde os tempos da Índia pré-budista. Tem usos também em outras religiões, como o xamanismo, o hinduísmo, e também no budismo. Diferentemente do que apresentamos antes, na verdade, os incensos têm um uso muito mais nobre na religião budista. Se trata muito mais de moralidade e boas ações para com as pessoas. Ao acender o incenso, os aromas e a fumaça se espalham por todo o lugar, e dessa mesma forma, as boas ações, a compaixão, a ética e a moral das pessoas passam a ser comparadas com o perfume do incenso e também devem ser disseminadas por todo o mundo.

O incenso também é visto como uma forma de metáfora da existência limitada e efêmera da vida. Conforme o incenso queima e espalha seus aromas agradáveis pelo ambiente, ele é consumido e uma hora acaba se esgotando. Da mesma forma é a vida das pessoas, que é finita e acaba sendo encerrada mais cedo ou mais tarde. É um incentivo à consciência humana, que estimula também a fazermos o bem conforme fomos ensinados por nossos ancestrais quando éramos crianças.

Em resumo, a filosofia do uso dos incensos nos budismo tenta reproduzir a vida humana. Aproveitar o tempo enquanto se pode, para se fazer o bem e espalhar boas ações por todos os locais que passamos, sempre nos lembrando que, assim como nossos ancestrais, um dia iremos partir desta vida.

Como se utiliza o incenso na cultura da religião budista?

O hábito mais comum é queimar os incensos durante meditações, cultos e eventos em templos budistas, deixando com que calmamente as fumaças aromáticas se espalhem pelo ambiente e tomem todos os lugares. Outro hábito é queimar os incensos à frente da imagem do Buda, representando o eterno comprometimento com as causas de ética, moral, boas ações e compaixão para com todos e respeito aos ancestrais.