A Mirra é uma árvore nativa das regiões mediterrâneas, cujo clima preferido é ensolarado, com solos drenados.

Ela cresce na África (Etiópia, Somália e região), e também em partes da Ásia (Tailândia, Índia e Oriente Médio).

Em aramaico, seu nome veio da palavra “Murr”, que significa “Amargo”. Mas é da resina desta planta que vamos falar neste texto. Com diversas aparições bíblicas, a resina de Mirra é utilizada até hoje em diversos povos e rituais no oriente e no ocidente.

 

A resina de Mirra e seus usos

Seu nome científico é Commiphora Myrrha, e sua resina tem características anti-sépticas. Por isso, além de ser utilizada na aromaterapia por seu aroma inconfundível, marcante e extremamente agradável, a resina de Mirra também é utilizada diretamente como um composto medicinal, como anti-sépticos para a pele e para a cavidade bucal, a fim de combater a ação de fungos e bactérias que se espalhem pelo corpo.

Nos tempos do Egito Antigo, ela era também usada para realizar a mumificação das pessoas mortas, dadas as suas propriedades balsâmicas. Era usada também durante os cultos ao Deus Sol, Rá.

Em ritos religiosos, a Mirra é queimada tanto nas missas da Igreja Católica, como nas Giras de Umbanda, pois espiritualmente é representada como uma planta de resistência, resiliência e pureza.

Assim é representada por suas características de florescer e dar frutos mesmo em um tempo seco e árido, com uma madeira resistente e altamente fértil. A árvore da Mirra é citada desta forma no Livro de Cantares da Bíblia, no Capítulo 8.

Para quem acompanha a tradição cristã, sabe também que a Mirra foi um dos presentes que Jesus Cristo recebeu dos Três Reis Magos, assim que nasceu. Além da Mirra, Jesus recebeu Ouro e Incenso dos visitantes ilustres.

Significados espirituais

A Mirra é representada como a parte feminina do cosmos, tendo propriedades para limpeza, purificação e “desatar nós”, ou seja, resolução de problemas.

Seu aroma pode ser utilizado em incensos para uma defumação que traga limpeza aos ambientes e que se livre das vibrações ruins trazidas pelo mundo e seus problemas. O uso da Mirra evoca a sentimentos de autoconhecimento, fraternidade, renovação, tranquilidade e calma.

Na Bíblia, além de ter sido um dos presentes dados a Jesus, a Mirra também é lembrada como uma das primeiras plantas utilizadas para se fazer o óleo sagrado da unção do Tabernáculo de Moisés, além de ter sido também uma das plantas utilizadas para preparar o corpo de Jesus para o sepultamento.

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